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Estudo da Bosch destaca potencial para reduzir emissões de CO2
- Alcançar metas climáticas exige mais do que a eletromobilidade
- "O motor de combustão pode se transformar em um powertrain de carbono neutro", afirma CEO da Bosch
- Combustíveis sintéticos podem ser adicionados aos convencionais, desempenhando papel direto na redução de emissões de CO2


Gerlingen, Alemanha: Até recentemente, um motor de combustão sem carbono parecia coisa de ficção, mas está prestes a se tornar realidade. O segredo está na utilização de combustíveis sintéticos ou neutros em carbono, cujo processo de fabricação captura o CO2. Dessa forma, este gás de efeito estufa torna-se uma matéria prima a partir da qual a gasolina, o diesel e os gases naturais substitutos podem ser produzidos com a ajuda da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis.

"Combustíveis sintéticos podem transformar o carbono neutro em veículos movidos a gasolina e diesel e, portanto, contribuem significativamente para diminuir os efeitos do aquecimento global", afirma o Dr. Volkmar Denner, presidente do Grupo Bosch mundial.

De acordo com especialistas da Bosch, até 2050, o uso de combustíveis sintéticos como suplemento programado para a eletrificação poderia economizar até 2,8 gigatoneladas de CO2, ou 2.800.000.000.000 de quilogramas, produzidos unicamente pela frota de automóveis da Europa. Este valor é o triplo das emissões de dióxido de carbono gerados na Alemanha só em 2016.

Combustão de baixa fuligem reduz custos do tratamento de gases de escape
Além das fronteiras da Europa, é possível perceber o quão urgente é reduzir as emissões: se os objetivos climáticos definidos pelo Acordo de Paris forem alcançados, as emissões de CO2 geradas pelo tráfego mundial deverão ser reduzidas em 50% nas próximas quatro décadas e em pelo menos 85% nos países com economias mais avançadas. "Alcançar os futuros objetivos climáticos exige outras soluções inteligentes além da eletromobilidade", diz Denner. Afinal, mesmo que todos os carros sejam elétricos um dia, aeronaves, navios e até caminhões ainda funcionarão, principalmente, com combustível.

Os motores de combustão neutros em carbono, que funcionam com combustíveis sintéticos são um caminho promissor para serem explorados, já que podem ser projetados para queimar quase totalmente livres de fuligem reduzindo, inclusive, o custo do tratamento dos gases de escape. Outra vantagem é a rede de abastecimento que continuará inalterada, assim como os conhecimentos sobre o funcionamento dos motores à combustão. Mesmo que os carros elétricos se tornem significativamente mais rentáveis nos próximos anos, o desenvolvimento desses combustíveis será um negócio promissor.

Uma nova oportunidade para postos de abastecimento e veículos antigos
Tecnicamente falando, já é possível fabricar combustíveis sintéticos. Se a energia utilizada for gerada a partir de fontes renováveis e, portanto, livres de CO2, estes combustíveis são neutros em carbono e muito versáteis. O hidrogênio (H2) que é produzido inicialmente pode ser usado para alimentar células de combustível, enquanto os combustíveis desenvolvidos após o processamento podem ser utilizados para alimentar motores de combustão ou turbinas de aeronaves. Os projetos-piloto de comercialização de diesel, gasolina e gás sintéticos estão atualmente em andamento na Alemanha e na Noruega.

Além disso, como os combustíveis sintéticos são compatíveis com a infraestrutura existente de motores, alcançar um alto grau de aceitação no mercado levaria muito menos tempo do que a eletrificação da frota de veículos. Isso também não afetaria em nada os motoristas de veículos mais antigos, já que até os carros clássicos ainda funcionam com gasolina sintética ¿ que, em termos de estrutura química e suas propriedades fundamentais, ainda é gasolina.

Saiba mais sobre combustíveis sintéticos

O que deve acontecer antes do combustível sintético se tornar disponível?
Apesar de tudo, esforços ainda são necessários antes que os combustíveis sintéticos possam se estabelecer no mercado. As instalações de processamento ainda são caras e existem apenas algumas plantas de teste, mas o Ministério da Economia e da Energia da Alemanha apoia os combustíveis sintéticos como parte da iniciativa ¿Energia alternativa no transporte¿. O uso generalizado destes combustíveis também será auxiliado pela crescente disponibilidade de eletricidade a partir de energias renováveis e, assim, uma consequente queda de preços.

Como os combustíveis sintéticos são produzidos?
Combustíveis sintéticos são produzidos exclusivamente com o auxílio de energias renováveis. Em um primeiro estágio, o hidrogênio é produzido a partir da água. O carbono é, então, adicionado para produzir o combustível líquido e pode ser reciclado a partir de processos industriais ou mesmo capturado pelo ar por meio de filtros. A combinação de CO2 e H2 resulta em combustível sintético, que pode ser gasolina, diesel, gás ou até mesmo querosene.

Qual será o preço?
No momento, o processo de produção do combustível sintético é caro e complexo, no entanto, um aumento da produção e preços favoráveis de eletricidade poderiam resultar em combustíveis sintéticos consideravelmente mais baratos. Estudos atuais mostram que só o combustível (excluindo os impostos especiais de consumo) poderia custar de 1 a 1,40 euros.

Qual é a diferença entre combustíveis sintéticos e biocombustíveis?
O combustível sintético pode ser produzido sem as limitações de volume normalmente esperadas na produção de biocombustíveis devido a fatores como, por exemplo, a quantidade de terra disponível.


Atendimento à imprensa
Florian Flaig
Tel.: +49 711 811-6282


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22/8/2017
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Autor
Alessandra Nascimento
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