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Sendo o freio um mecanismo que converte a energia do movimento em calor através do atrito é o tambor uma das partes responsáveis pela dissipação do calor gerado durante a frenagem, este tem papel preponderante no desempenho do freio.
QUALIDADES DE UM TAMBOR DE FREIO
Para limitar o aumento da temperatura no freio a tambor, é necessário que o calor produzido durante a frenagem se dissipe rapidamente na massa de material do tambor de freio e se transfira imediatamente ao ar ambiente. O tambor de freio deve ter suficiente condutibilidade térmica e deve ainda resistir à fadiga causada pela diferença de temperatura entre a superfície interior e a exterior. A superfície interna do tambor serve de contato para a lona de freio. Para uma frenagem eficiente, é necessário que este contato seja superior a 90% da área de trabalho da lona.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
1 - Substitua os tambores de freio quando atingirem o diâmetro máximo permitido. A retífica do tambor de freio deve ser realizada sempre nos dois tambores de um mesmo eixo; isto quer dizer que os diâmetros dos tambores de freio devem ser iguais entre si. O tambor de freio suporta durante as frenagens altas temperaturas e esforços mecânicos extremos. O uso de tambor de freio com diâmetro acima do máximo permitido poderá ocasionar sérios problemas, como:
A - Maior possibilidade de superaquecimento dos freios devido à menor quantidade de material;
B - Menor resistência mecânica da peça, podendo ocorrer ovalização, trincas ou até mesmo a quebra total do tambor de freio;
2 - Choques mecânicos como marteladas ou quedas podem causar ovalização nos tambores, provocando trepidação no pedal de freio durante a frenagem;
3 - Na troca das lonas, substitua ou retifique os tambores de freio;
4 - Troque sempre os tambores e as lonas de freio do mesmo eixo;
5 - Lave os tambores de freio com desengraxante antes de montá-los no veículo;
6 - Evite contaminar a superfície de atrito do tambor e das lonas de freio com graxa ou fluido de freio durante o manuseio, pois a presença destas impurezas reduz o atrito entre as lonas e o tambor, tornando a frenagem ineficiente;
7 - Freadas contínuas ou carregamento impróprio do veículo causam o superaquecimento dos freios, comprometendo sua performance;
8 - Verifique o sistema de freio a cada 5.000 km.
PROBLEMAS MAIS COMUNS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
Tambor de Centro Alto
Se a altura da elevação exceder a 0,1 mm, o resultado será ajustes prematuros e um freio ineficiente. |
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Tambor Ranhurado
A profundidade das ranhuras não deve exceder a 0,1 mm. Ranhura maior resultará em desgaste prematuro das lonas, necessidade de ajustes freqüentes, vidramento da lona ou pedal elástico. |
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Tambor Boca de Sino
A conicidade não deve exceder a 0,2 mm no diâmetro do tambor. Conicidade acima deste limite causará pedal de freio baixo, pedal elástico ou deformação das sapatas de freio.
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Diâmetro Excessivo do Tambor
Diâmetro excessivo causa desgaste irregular e prematuro da lona e do tambor de freio, deformação da sapata e perda de eficiência do material de atrito. |
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Tambor Convexo
A convexidade não pode exceder a 0,1 mm. Convexidade maior resultará em frenagem ineficiente, necessitando de freqüentes ajustes dos freios. |
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Tambor com Pontos Duros
Pontos duros podem causar pulsação no pedal de freio, ranhuras nas lonas e frenagens inconstantes em baixas velocidades. |
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Tambor Côncavo
A concavidade não pode exceder a 0,1 mm. Concavidade maior resultará em frenagem ineficiente, necessitando de freqüentes ajustes dos freios. |
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Tambor com Fissuras
Fissuras podem causar desgaste prematuro da lona, ovalização do tambor de freio ou quebra total do tambor de freio. |
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