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Foi-se o tempo em que descobrir problemas em automóveis dependia exclusivamente da habilidade ou do ouvido atento de um mecânico. A sofisticação da tecnologia presente nos veículos foi acompanhada do desenvolvimento de equipamentos eletrônicos para diagnóstico e localização de falhas. Dessa forma, em alguns casos o serviço que antes era realizado exclusivamente por um mecânico é agora feito com o auxílio de um pequeno módulo eletrônico — o scanner de diagnóstico, que tem tamanho semelhante ao de um caderno escolar.
Apesar da alta tecnologia envolvida, o sistema funciona de forma bastante simples. Para analisar o funcionamento do veículo, o scanner fica conectado aos principais componentes eletrônicos do motor. Para transformar as informações captadas em dados úteis ao mecânico, o equipamento trabalha ligado a um computador, cuja função é processar e interpretar dados fornecidos pelo scanner.
Engana-se quem acha que os modernos scanners funcionam somente em luxuosos carros importados: qualquer automóvel equipado com injeção eletrônica pode fazer um check-up eletrônico. Conectando-se, por exemplo, o scanner na injeção eletrônica de combustível, o mecânico pode avaliar o funcionamento e as condições dos sistemas elétricos, de ignição e injeção de combustível.
O sistema, porém, é capaz de detectar falhas apenas em componentes ligados a unidades eletrônicas. Num carro sem ABS, por exemplo, o scanner não afere as condições dos freios; nos automóveis mais simples, ele não opera junto a amortecedores, por exemplo.
No Brasil, a Bosch oferece uma linha de scanners de diagnóstico, capazes de funcionar com a maioria dos veículos a gasolina, álcool ou diesel — como os scanners para diagnóstico de sistemas eletrônicos KTS 520, KTS 550 e o SDC 700. Além de fazer o diagnóstico básico do funcionamento do motor, esses equipamentos têm ainda funções especiais, como a avaliação do desempenho dos sistemas de freios ABS (antibloqueio), controle de tração, air bags e suspensão eletrônica, entre outros equipamentos avançados. |