Carro três em um
 
Bosch desenvolve sistema que permite a um automóvel andar com gás natural ou qualquer mistura de álcool com gasolina


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A tecnologia flex fuel, que permite a um carro rodar com dois tipos de combustível (álcool e gasolina), equipa grande parte dos veículos brasileiros lançados recentemente. De olho nessa tendência, a Bosch do Brasil acaba de desenvolver um sistema que associa o conceito flex fuel ao gás natural, tecnologia que está sendo chamada de tri fuel.

A principal vantagem do tri fuel é sua versatilidade: o motorista pode escolher pelo uso de três combustíveis diferentes. Outro ponto importante está na economia proporcionada pelo sistema a gás. Segundo estudos realizados pela Bosch, um motorista que roda num automóvel movido a gás gasta, por quilômetro rodado, 60% a menos do que com um carro a gasolina e 45% a menos do que com um carro a álcool.

Diferente do flex fuel, que possibilita a mistura de dois combustíveis, o tri fuel pode funcionar de quatro formas: alimentado só por gás natural, só por álcool, só por gasolina ou por uma mistura de álcool/gasolina. É o condutor quem escolhe o tipo de combustível: a partir de uma tecla no painel, ele faz a opção por um de dois sistemas (gás ou gasolina/álcool).

Outra vantagem do tri fuel está em sua maior autonomia em relação aos sistemas atuais. Por estar equipado com dois tanques de combustível, um para gás e outro para álcool/gasolina, ele permite que o automóvel rode uma distância maior, sem que haja necessidade de abastecimento. Além disso, em caso por exemplo de o gás acabar, o sistema faz automaticamente a mudança para a alimentação álcool/combustível - passando a funcionar como um veículo flex fuel normal. O contrário também acontece: se o combustível líquido acabar, o gás natural é acionado.

Ao desenvolver o sistema tri fuel, a Bosch conseguiu ainda solucionar uma das principais desvantagens do sistema a gás: a perda de cerca de 10% de potência em relação à gasolina. Para compensar a redução de força, técnicos da companhia optaram por instalar um turbo-compressor no motor, que garante um ganho de até 50% de rendimento. De qualquer forma, em caso de opção mais econômica, o sistema também pode funcionar no modo aspirado, sem o turbo-compressor.

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