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Alguns dos principais fatores causadores de acidentes nas
estradas e trechos urbanos, estão diretamente associados
às derrapagens e ao travamento das rodas em frenagens
de emergência, quando o motorista tenta evitar uma
colisão. Quando ocorre o travamento das rodas, especialmente
das rodas dianteiras, o motorista perde a dirigibilidade
do veículo, que segue em linha reta ainda que o ele
tente desviar do obstáculo ou manter o veículo
em curso.
Na tentativa de reduzir o número de vítimas,
empresas têm dedicado sua atenção para
o desenvolvimento de sistemas de segurança passiva,
como barras de proteção lateral e Air Bags,
e sistemas de segurança ativa entre os quais se destacam
o Antiblock Braking System (ABS), o Traction Control (TC
ou ASR) e o Electronic Stability Program (ESP).
O Sistema Antibloqueio de Frenagem (ABS, na sigla em inglês)
é um dos recursos tecnológicos que mais se
popularizaram nos últimos anos na indústria
automobilística. Na Europa, onde o sistema é
utilizado há 25 anos, ele equipará 100% dos
veículos produzidos à partir de 2004. O dispositivo,
que evita que as rodas travem numa freada brusca, evoluiu
bastante e está agora mais rápido, mais leve
e, portanto, mais eficiente.
Na Bosch, por exemplo, o sistema ABS está na oitava
geração. Pesa 1,6 quilo - quatro quilos a
menos em relação os modelos desenvolvidos
no final da década de 80 - e é dotado de um
processador eletrônico mais moderno, capaz de trabalhar
com um número maior de informações,
num intervalo de tempo menor.
Atuando em conjunto com freio convencional, o sistema é
basicamente composto por uma unidade hidráulica e
de processamento e sensores que fazem o monitoramento das
rodas.
A principal função do dispositivo é
garantir que o automóvel obedeça à
trajetória determinada pelo motorista, permitindo
que o veículo desvie de eventuais obstáculos
e reduza o espaço de frenagem. Segundo estudos realizados
pela equipe de engenharia da Bosch, um veículo médio
equipado com ABS, a 80 quilômetros por hora, precisa
de um espaço 20% menor para frear até parar.
Ao evitar que as rodas travem durante uma freada brusca,
o ABS melhora a performance de segurança do veículo,
ajudando a prevenir acidentes.
No ABS, cada roda do veículo é equipada com
um sensor de movimento. Toda vez que uma delas ameaça
travar, os sensores detectam o problema e enviam a informação
para um processador central (igual ao de um computador).
Numa fração de segundo, o processador transmite
uma ordem para o sistema hidráulico, que imediatamente
alivia a pressão dos freios das rodas que ameaçam
travar, evitando que o veículo se desgoverne.
Além de fazer constantemente sua auto-diagnose, o
sistema permite que em caso de pane total do sistema elétrico,
as funções do freio convencional sejam mantidas
inalteradas, evitando assim riscos de perda dos freios caso
o sistema ABS não esteja em funcionamento.
A consolidação do ABS deu origem a outros
sistemas como o Controle de Tração (ASR ou
TC) que tem como princípio monitorar as rodas do
veículo e evitar que as elas girem em falso durante
uma arrancada, especialmente em piso escorregadio, e ao
Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP), cuja função
é monitorar a trajetória e inclinação
do veículo em relação à direção
imposta pelo motorista ao volante e atuar no sistema de
freio ou no torque do motor - sem a interferência
do motorista - para garantir que o veículo siga a
trajetória desejada, mantendo assim a sua estabilidade.
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