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A Bosch inova na utilização de biodiesel
Combustível de fontes renováveis é uma das principais apostas em favor do meio ambiente.
Por TV1 

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Responsabilidade sócio-ambiental é um tema que ganha cada vez mais importância dentro da Bosch. Afinal, desenvolver produtos ecológicos e econômicos - que minimizem impactos ambientais -, fazer o uso racional dos recursos e, com isso, garantir um meio ambiente limpo são princípios básicos de uma empresa do século XXI. Expressões como efeito estufa, aquecimento global, emissão de poluentes na atmosfera, que costumavam ser ouvidas com freqüência apenas nos noticiários, agora fazem parte de simples bate-papos com os amigos. O alerta mundial para os riscos que o planeta está correndo é um assunto que vem preocupando a todos: políticos, empresários e cidadãos comuns.

Na indústria automotiva, uma das que mais depende da importação de petróleo, a Bosch tem se envolvido com várias iniciativas de pesquisa de universidades e montadoras com biodiesel, cujo objetivo é avaliar a influência de sua utilização sobre os motores e, em especial, sobre os sistemas de injeção. Além disso, a empresa participa dos programas de validação, ou seja, de liberação da utilização de 5% de biodiesel misturado ao diesel comercial.

O desenvolvimento de tecnologias para fabricação do biodiesel é uma das principais alternativas para minimizar a dependência dos derivados de petróleo usados em veículos comerciais no Brasil. Pelas condições de clima e solo, o País tem grande capacidade de produzir este combustível, através de matérias-primas como a soja e a mamona. Cidades como Curitiba já possuem frota de ônibus para transporte coletivo movida a biodiesel, na tentativa de reduzir a poluição ambiental e a dependência do petróleo.

Utilização
A Bosch já participa de pesquisas com biodiesel desde o início do programa nacional, em 2000. Primeiramente, foi testada a adição de 2% de biodiesel no diesel comum - já aprovada -, e até o final do ano devem ser encerrados os ensaios para utilização de 5%. Conforme legislação vigente, a mistura de 2% de biodiesel é hoje opcional. Ela se tornará obrigatória a partir de meados de 2008, quando a mistura de 5% será opcional (obrigatória a partir de 2013). O uso de 5% de biodiesel misturado ao diesel pode reduzir a importação deste óleo em aproximadamente 36%, o que representa uma economia significativa ao governo e às indústrias nacionais.

Os testes dos produtos e sistemas Bosch com biodiesel brasileiro são parte do investimento da empresa em favor das questões ambientais. A busca de novas tecnologias de sistemas de injeção, a tecnologia Flex Fuel e as pesquisas com o diesel-gás são algumas das outras frentes de trabalho dos engenheiros da empresa, e representam o interesse da Bosch em oferecer cada vez mais soluções que favoreçam o consumidor e o meio ambiente.

Muitas vantagens
Mas afinal, o que é exatamente o biodiesel? Trata-se de um combustível produzido a partir de fontes totalmente renováveis, especialmente quando tem como suas matérias-primas etanol (ao invés de metanol) e algum óleo de origem vegetal. No Brasil, além de soja e mamona, existem estudos com mais de 40 outras fontes vegetais, sem contar na possibilidade de utilização de sebo bovino e óleo vegetal usado.

Além de diminuir a dependência do petróleo, fortalecer a indústria agrária e contribuir para a redução da poluição atmosférica, o uso do biodiesel é benéfico por gerar alternativas de emprego em áreas geográficas menos propícias para outras atividades econômicas. Outras vantagens são a possibilidade de utilização de carros de passageiros a diesel e o "fechamento" do ciclo do carbono. Ou seja: aquele carbono que é emitido na queima do biodiesel no veículo é absorvido pelas plantas, que irão separá-lo do oxigênio e poderão produzir o combustível novamente.

No entanto, é importante redobrar a atenção com a qualidade do biodiesel que chega ao mercado. Por ser de origem vegetal, existem algumas diferenças em relação ao diesel de petróleo. E, se estas diferenças não estiverem de acordo com as normas internacionais, elas podem ser responsáveis pela degradação acelerada do combustível e, consequentemente, do sistema de injeção e do motor dos veículos. Outra questão relevante é que o crescimento da produção de soja, por exemplo, acabe invadindo outras lavouras e florestas tropicais, importantes bolsões de biodiversidade.
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