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Brasil: Preparando máquinas antigas para i4.0

Brasil: Preparando máquinas antigas para I4.0

Um inovador modelo de negócios

Tempo de leitura: 4 minutos

Quase uma relíquia, pesando 300 quilos, e adquirida pelo próprio Robert Bosch: por décadas, o torno de 1887 ficou armazenado em um porão em Feuerbach. E sob circunstâncias normais, é improvável que alguém teria ouvido falar deste equipamento novamente - especialmente no Brasil. Porém, ao final de 2016, alguns dos mais criativos colaboradores da Bosch resgataram esta máquina de ferro fundido em seu depósito, e equiparam-na com uma “porta de entrada” para IoT (Internet das Coisas), incluindo sensores e softwares. Desde então, esta peça tem sido uma prova de que é possível também trazer máquinas antigas para a era da Indústria 4.0. Mesmo em Campinas, um local muito distante de Feuerbach, as pessoas acompanharam atentamente as notícias sobre esta bem-sucedida modernização — e utilizaram-na imediatamente como base para um novo modelo de negócios. “Aqui, a maioria das máquinas são significativamente mais antigas do que as utilizadas em outros países industrializados, ” diz Wolfram Anders, Vice-presidente executivo da Bosch América Latina.

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“No Brasil, há máquinas em operação, em média, com cerca de 17 anos, o que significa que elas não estão particularmente bem equipadas para a conectividade”. Este é um sinal de que há um novo campo em potencial. Desta forma, a Bosch criou, no início de 2017, uma equipe cross-divisional para projetos de modernização para a Indústria 4.0.

Desde então, os colaboradores, liderados pela gerente de desenvolvimento de novos negócios, Kathrin Gareis, vêm trabalhando em soluções de modernização feitas para tornar este processo mais barato e rápido, conectando as máquinas nos parques industriais brasileiros. “Especialmente em empresas menores, as pessoas têm ideias equivocadas sobre a Indústria 4.0”, diz Fabio Fernandes, da área de Tecnologias de Acionamento e Controle (Bosch Rexroth), que é responsável pelo aspecto técnico do projeto.

“Muitos imaginam que os robôs e as fábricas têm o objetivo de substituir as pessoas. Mas tudo o que é necessário, no início, são alguns sensores, o software correto e um gateway de internet. Com isso, somos capazes de coletar dados das máquinas, alimentar servidores big data e criar soluções para a Indústria 4.0, incluindo inteligência artificial, manutenção preditiva, monitoramento ou comunicações máquina a máquina (M2M) ”.

Rapidamente, um parceiro para o piloto foi encontrado. “Envolver nossos fornecedores foi uma estratégia óbvia”, diz Jefferson Almeida, gerente de desenvolvimento de fornecedores no Brasil, que está agora no comando do primeiro projeto piloto envolvendo uma empresa parceira de longa data de componentes para bombas de gasolina. Nas instalações, a equipe da Bosch analisou o fluxo de valor, com foco especial na conectividade, máquinas selecionadas e equipadas com sensores e hardwares adicionais, com o respectivo software instalado, para reduzir o tempo de paradas, aumentar o ciclo de vida do equipamento e reduzir os custos de mão-de-obra.

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“Nossa solução possibilita aumentar a utilização acima de 10%, ao mesmo tempo em que reduz pela metade os custos de manutenção, inspeção e produção de peças”, diz Kathrin Gareis. Como resultado, o investimento se paga em apenas um ano. Isso é particularmente importante neste caso, uma vez que a equipe desenvolveu não somente soluções de tecnologia, mas também um modelo de negócios incomum para a Bosch: o cliente não precisa investir um centavo no início. Em vez disso, a economia gerada é compartilhada com a Bosch ao longo de um período de três anos. Após este período, o cliente passa a ser definitivamente proprietário da solução de modernização.

“Dada a situação econômica no Brasil, esta é a solução mais promissora” diz Jefferson Simoni, que passou a liderar a equipe do Hub de Inovação, em Campinas. “Para empresas menores, algumas vezes, se torna difícil obter um empréstimo. Portanto, nosso modelo de oferta é atrativo, do ponto de vista financeiro. ”

Em breve, saberemos se os clientes concordam com esta afirmação. Nas semanas seguintes à conclusão bem-sucedida do piloto, a equipe chegará ao mercado. “Há muito interesse, ” diz Fabio Fernandes, “e já marcamos uma quantidade muito promissora de reuniões. ” Aparentemente, a equipe tem muito trabalho a fazer — especialmente se considerarmos as cerca de 4,5 milhões de máquinas atualmente no Brasil, das quais 90% têm potencial de modernização.