Visão aerea de um trator cultivando solo com tecnologia avançada

Agricultura digital: o futuro do agronegócio já chegou!

Cerca de 30% dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados entre as fases de produção e consumo, segundo o Food and Agriculture Organization (FAO), braço da ONU para alimentação e agricultura. Um dos maiores desafios do agronegócio é justamente reduzir essa perda de produtividade, que gera impactos não só econômicos, mas também sociais e ambientais, afinal, o número representa quase ⅓ da produção, o que poderia otimizá-la, tornando-a mais sustentável.

Diante de desafios como o apresentado, a agricultura digital foi desenvolvida ao longo dos anos para servir como um apoio aos produtores, evitando as perdas e aumentando a eficácia produtiva.

O que é agricultura digital?

Mas afinal, o que é agricultura digital? O surgimento do termo se deu em meados dos anos 2000. Também conhecida como agricultura 4.0, a expressão é definida como o uso e processamento de dados gerados no campo, ou seja, por meio de sensores eletrônicos instalados em máquinas e talhões.

A partir deles, é possível obter dados importantes — como imagens de alta resolução, sejam elas aéreas ou de satélites e amostras de solo — a fim de que o espaço possa ser georreferenciado, permitindo assim maior controle de uma plantação, por exemplo.

A maior utilização da agricultura digital evoluiu junto aos investimentos em pesquisas, mas também devido à demanda crescente pelo aperfeiçoamento de processos no agronegócio como um todo.

Tudo isso abriu espaço para o uso do big data, cloud computing, telemetria, agricultura de precisão, IoT, desafiando o segmento a repensar o modelo usual de negócios.

Para se ter uma ideia do impacto, o crescimento no uso de tecnologia no campo tornou realidade o aumento na safra de grãos, sem que necessariamente a área de plantio expandisse da mesma maneira. De acordo com o censo do IBGE, entre 2006 e 2017, a produção de soja cresceu cerca de 123%, o que representa 3,4 toneladas do grão por hectare, um crescimento de 30% no período graças à tecnologia empregada no campo.

Quando surgiu?

Como destacado, a primeira inserção do tema agricultura digital foi em meados dos anos 2000. No entanto, bem antes disso, a agricultura já vinha passando por transformações devido à revolução 4.0, que também estava emergindo na sociedade.

Tal evolução foi marcada pelas transformações proporcionadas pela tecnologia. Com o surgimento da internet, automação de maneira remota, comunicação entre o maquinário agrícola e processos inteligentes, vários setores do agronegócio passaram a otimizar seus processos mais complexos a fim de se tornarem mais competitivos e se destacarem no mercado.

Como a agricultura digital vem sendo aplicada?

Antes de entrarmos nos méritos de aplicação da agricultura 4.0, como também é chamada, é preciso entender os fatores que estimulam o desenvolvimento tecnológico nessa área. O primeiro deles é o aumento da população mundial, que é um fator gerador de necessidade de expansão na produção de alimentos nas próximas décadas. O grande desafio é produzir mais, sem aumentar as áreas de plantio ou de pasto e em um menor espaço de tempo, fazendo o uso adequado de recursos naturais disponíveis.

Outro ponto importante também diz respeito à qualidade dos produtos agrícolas, o que requer um controle maior de pragas, doenças e mudanças climáticas, que afetam diretamente a produtividade. Diante de tantas necessidades, fica mais fácil entender as aplicações feitas no que diz respeito à agricultura digital, sem contar o fato de ser mais sustentável!

Internet das Coisas (IoT)

O relatório de Aprofundamento de Verticais — Rural, feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), destacou que o potencial de utilização da Internet das Coisas (IoT) no campo pode atingir 21 bilhões de dólares em 2025.

A tecnologia vem sendo aplicada de diferentes maneiras quando se trata de agricultura digital. Um exemplo é o monitoramento meteorológico, que permite definir o momento exato para a irrigação, acionando sistemas interligados.

Outra possibilidade de uso é o acompanhamento em tempo real de operações do maquinário. Por intermédio da tecnologia, são gerados dados que permitem analisar a qualidade operacional e o seu impacto na cultura, além de prever o momento ideal para a manutenção dos equipamentos.

Big data

O big data é outra tecnologia utilizada na agricultura digital que tem por objetivo produzir com máxima eficácia, otimizar processos e eliminar desperdícios. Os sistemas inteligentes focam no armazenamento e análise de dados, facilitando ações como a agricultura de precisão e até mesmo a pulverização inteligente.

Assim, os produtores rurais têm controle em tempo real sobre o que está acontecendo na lavoura, mesmo à distância. Eles podem analisar indicadores e tomar decisões para garantir maior eficiência operacional, melhorando o aproveitamento da produção agrícola. Afinal, eles terão na palma da mão informações coletadas ao longo do tempo que servirão como esclarecimento sobre a real situação das lavouras.

Automatização

Outro exemplo de aplicação da agricultura 4.0 é a automatização de tarefas que antes eram basicamente feitas de forma manual e que exigiam alta interferência humana. Além da coleta, compartilhamento e gestão de dados serem feitas remotamente, ações como o plantio inteligente, a exemplo da Solução de Plantio Inteligente da Bosch, instalada em semeadeiras, e também a pulverização inteligente, com a Solução de Pulverização Inteligente da Bosch, já são realidade quando se trata de agricultura de precisão.

Para que tudo seja feito de maneira remota, são instalados sensores que detectam informações sobre clima, umidade, pressão, diferentes características do solo, entre outros, acionando o sistema caso os dados estejam abaixo ou acima do que foi parametrizado. Com isso, o produtor pode acessar os registros e, do próprio computador, celular ou tablet, tomar as medidas necessárias.

Quais são as vantagens da agricultura 4.0?

Cada vez mais tecnologias são aplicadas ao dia a dia no campo, mas quais são as reais vantagens obtidas com a “digitalização” da agricultura? Além da automatização e otimização de processos, o que mais podemos extrair como vantagem dessa evolução?

Planta crescendo em um solo

Sustentabilidade

A discussão sobre os impactos da agricultura no meio ambiente não é nova, mas os crescentes investimentos em novas tecnologias de cultivo, de pulverização e de monitoramento, por exemplo, ajudam na construção de uma agricultura mais sustentável.

O sucesso aqui não está apenas em oferecer mais oportunidades para que os agricultores possam produzir mais e melhor, mas também em estabelecer soluções que ajudem na economia de água, energia, na menor deterioração do solo e no uso de defensivos.

Aumento da produtividade

O aumento da produtividade é uma das maiores vantagens quando se trata da agricultura digital. Em propriedades em que a tecnologia é aplicada de maneira intensiva, é possível identificar a maior produção por hectare, ressaltando assim o melhor aproveitamento da terra.

Consequentemente, o produtor consegue ganhar mais com a produção se comparado com aqueles que não fazem uso ou utilizam de maneira usual as tecnologias. A aplicação de sistemas de forma intensiva traz, entre outros benefícios, uma maior precisão quanto à identificação antecipada de doenças, pragas e outros patógenos que prejudicam as plantações, evitando as perdas de produtividade.

Redução de custos

Uma pesquisa da McKinsey apontou que cerca de 70% dos especialistas afirmaram que as novas tecnologias empregadas ao campo devem ser capazes de trazer uma redução de cerca de 20% a 30% nos custos produtivos pelos próximos três a cinco anos.

Isso significa um aumento da eficiência produtiva, mas também a diminuição dos desperdícios que muitas vezes não são identificados, visto que não há tecnologia aplicada ao local de plantação, por exemplo.

Homem operando um drone em uma plantação

Monitoramento constante

Uso de robôs, smartphones, drones, softwares e aplicativos permitem um monitoramento constante da agricultura. Tais instrumentos são cruciais, pois atingem vários níveis produtivos, permitindo o melhor uso de recursos naturais e insumos, maior controle sanitário, garantindo assim a segurança e menor incidência de irregularidades, que são bastante prejudiciais economicamente falando.

O monitoramento feito de maneira constante também beneficia o plano de escoamento da produção agrícola, reduzindo as perdas, desvios, bem como a escolha da infraestrutura que melhor atenda às demandas do produtor até que o alimento chegue ao consumidor final.

Homem operando um drone em uma plantação

Viabilização do trabalho dos pequenos produtores

Mesmo as pequenas propriedades podem aumentar seus níveis de produtividade e competitividade. A agricultura digital veio justamente para viabilizar o trabalho inclusive dentro desses espaços, garantido a otimização do uso de recursos e a diminuição de perdas.

O desenvolvimento constante da tecnologia tem permitido a sua democratização, oportunizando o trabalho realizado nas pequenas propriedades, que estão entre as grandes responsáveis por abastecer o mercado nacional.

imagem de um campo sendo cultivado com tecnologia avançada

Este é um dos objetivos do ecossistema NEVONEX, powered by Bosch. Ele torna seu equipamento agrícola inteligente, simplificando processos operacionais e assegurando um aumento de eficiência pelo uso contínuo de conhecimento especializado e agregado por diversos parceiros.

Com uma proposta aberta e neutra, ele permite a conectividade dos equipamentos novos e usados através de uma unidade de controle NEVONEX Box conectada e atuando como plataforma para que os serviços oferecidos pelos parceiros melhorem os processos agrícolas.

Além disso, o acesso direto aos dados de sensores compatíveis existentes ou adaptados na máquina agrícola abre mais potencial para automatização dos processos e consequente otimização.

Portanto, a agricultura 4.0 vem para elevar a eficiência do produto em aspectos que antes estavam invisíveis a olho nu. A ideia é justamente tornar o agronegócio mais conectado, melhorando assim a sua velocidade de produção e, consequentemente, aumentando a sua participação econômica de maneira sustentável.

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