Soluções Bosch para o campo

Soluções Bosch para o campo

Semear inovação, colher eficiência. É assim que a Bosch ajuda a alimentar o mundo

Agronegócio: entenda sua importância para a economia!

Um levantamento feito pela ONU prevê que, em 2050, o planeta terá 10 bilhões de pessoas cada vez mais concentradas em centros urbanos. Para melhorar o acesso de todos à comida, o aumento da produtividade na agricultura será decisivo.

A região dos trópicos é o local onde há mais recursos hídricos e espaços disponíveis para plantar e colher. A América Latina aparece como uma das grandes protagonistas do agronegócio, tornando-se a solução para suprir a demanda do mundo futuro.

O crescimento do agro no Brasil

Considerando os critérios da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro respondeu por incríveis 21,4% do PIB nacional em 2019. A forte desaceleração da indústria brasileira nos últimos anos — a participação percentual atual é a menor em décadas — aumentou o peso do agro nacional nessa equação.

O debate é complexo e as consequências de uma economia que se concentra em bens primários e commodities são bem conhecidas, mas o agro brasileiro vem cumprindo com maestria o seu papel na alimentação, divisas brasileiras e até mesmo geração de energia. Mesmo em períodos turbulentos e de crise da economia nacional, o agronegócio manteve sua tendência de crescimento e uma balança comercial superavitária — ou seja, o país exporta mais do que importa.

Os principais produtos do Brasil

Para responder quais são os principais produtos do agro brasileiro, é preciso, antes, estabelecer o critério. Pode-se, por exemplo, olhar para a produção total, para o volume das exportações em dólares, ou, ainda, quantos por cento (%) a produção brasileira representa no comércio internacional ou, ainda, a posição do Brasil no total daquele produto no mundo.

Independentemente do critério, o agro brasileiro impressiona tanto no que representa internamente quanto no papel que desempenha no mundo. Conheça, a seguir, alguns dos produtos que compõem, hoje, o agronegócio brasileiro e seus números.

As fontes primárias dos números apresentados são a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para dados nacionais; e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) para dados globais. Os dados são de 2018 ou 2019, conforme a disponibilidade.

Complexo da soja

Fala-se em complexo da soja, pois a oleaginosa é negociada em duas grandes frentes: grãos e farelos, este último utilizado majoritariamente na alimentação de rebanhos. O Brasil é o maior exportador mundial de soja em grãos e o segundo de farelo. Há, ainda, um importante mercado do óleo de soja, do qual o Brasil é o segundo maior exportador. Nos dados de 2019, o Brasil só ficou atrás dos EUA em produção total da soja, e há expectativa de que o país tome a dianteira já em 2020.

A soja é o produto mais exportado pelo Brasil há duas décadas. Para exemplificar, somente na safra 2018/2019 foram produzidas 115 milhões de toneladas.

Pecuária

Seria possível falar individualmente dos três principais produtos pecuários de corte do mundo: a carne de boi, frango e suínos, até porque o Brasil é uma potência em todos os três. O país lidera a exportação em bovinos e frangos e é o quarto em suínos. Por sinal, a produção brasileira de aves, por exemplo, responde por 32% do comércio mundial.

Como é normal no agro, a pecuária brasileira está sujeita a uma série de fatores externos, que ultimamente jogaram a favor do pecuarista brasileiro. A alta do dólar, por exemplo, aumentou a competitividade da carne brasileira nas bolsas internacionais — nunca a carne brasileira foi tão competitiva quanto é hoje.

Por outro lado, ainda existe muito espaço para crescer. Embora o Brasil seja o maior exportador de carne bovina do mundo e tenha o maior rebanho em número total de cabeças, ainda produz 20% a menos que os EUA. A prevalência da criação extensiva e o nível mais baixo de investimento em pecuária de precisão e na saúde do rebanho são alguns dos fatores que ajudam a explicar esses números.

Café

Quando se fala do agro brasileiro, é inevitável citar o café. Paixão nacional e importante fonte de divisas econômicas desde tempos coloniais, a história do café por aqui se confunde com a do país. Ainda que não tenha mais o protagonismo de outros tempos, o Brasil é tanto o maior produtor quanto o exportador de café no mundo, respondendo por um quarto (¼) de todo o comércio internacional.

A safra de 2019 foi de aproximadamente 50 milhões de sacas, e a área cultivada no Brasil ultrapassa os 2 milhões de hectares.

Cana-de-açúcar

E por falar em produtos que atravessam os livros de história do Brasil, a cana-de-açúcar é outro produto que destaca o país como líder no comércio internacional, seja no açúcar ou no etanol de cana. No mercado de biocombustível como um todo — não apenas aquele oriundo da cana —, o Brasil fica em segundo lugar na produção, atrás apenas dos EUA, que produzem seu etanol a partir do milho.

A produção total brasileira na safra da cana-de-açúcar 2019/2020 deve girar em torno de 642 mil toneladas, segundo os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) — dois terços (⅔) da produção e da área cultivada estão no estado de São Paulo.

Laranja e suco de laranja

A citricultura brasileira é um capítulo à parte nessa história. O país responde por 78% do comércio internacional de suco de laranja. Os pomares brasileiros estão fortemente concentrados no estado de São Paulo, ainda que a produção esteja espalhada por todo o território nacional. Além de ser um subproduto e, portanto, ter valor agregado, o brasileiro não é um grande consumidor do suco de laranja pronto, o que permite ao país exportar 98% da produção.

Para completar a série de números incríveis, 3 em cada 5 copos de suco de laranja pronto consumidos no mundo foram feitos com laranjas plantadas no estado de São Paulo; e a produção total da fruta no país ultrapassa as 10 milhões de toneladas.

Milho

Considerando a produção mundial de milho, o Brasil fica atrás apenas dos EUA e China. Metade da produção do país vem dos pequenos produtores, a segunda parte fica por conta dos latifundiários.

Grande parte do milho cultivado no país é usado para fazer ração de animais, apesar de o insumo ser de grande importância também para a alimentação humana. A safra 2019/2020 do grão deve atingir a marca de 97,5 milhões de toneladas, de acordo com o IBGE — os principais estados produtores são Goiás, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

O Brasil também é um importante produtor e exportador de outras culturas como algodão, fumo, cacau, celulose, couro e arroz, entre outras nas quais o país ocupa posição de destaque no comércio global.

A relação entre agronegócio e crescimento populacional

O economista britânico Thomas Malthus elaborou uma série de estudos entre os séculos 18 e 19, mas ele ficou conhecido (e é lembrado até hoje) pela sua previsão mais catastrófica: o crescimento da fome, segundo ele, era inevitável. A razão é que a população mundial cresceria em uma progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumentaria em progressão aritmética, muito mais lenta.

Hoje, a teoria de Malthus sobre a inevitabilidade da fome no mundo felizmente ficou restrita aos livros de História. A população mundial, de fato, cresceu — e muito — desde então. Hoje, o planeta tem 7,7 bilhões de pessoas e deve ultrapassar a marca dos 9,7 bilhões de habitantes até 2050, de acordo com a ONU.

A capacidade humana de acelerar, melhorar e intensificar a produção agrícola, no entanto, deixaria Malthus de queixo caído. O economista não contou — e dificilmente poderia fazê-lo — com a dimensão dos avanços tecnológicos na produção agrícola, a mecanização do campo e a efetividade dos sistemas de irrigação modernos. Além disso, ele não poderia levar em consideração o mundo de possibilidades de melhoramento genético de sementes ou tantas outras tecnologias que hoje fazem parte da rotina do campo.

Todavia, nem tudo são flores. Segundo a ONU, a fome ainda é uma realidade para, pelo menos, 820 milhões de pessoas no mundo, enquanto a população mundial segue crescendo. No meio dessa equação naturalmente complicada, existe ainda a questão ambiental e da finitude de recursos. Os mais primários (dos quais o agronegócio e seu crescimento dependem) — a terra para plantar, a água doce para irrigar, a mão de obra para trabalhar — são limitados, e esse é o gancho para falar dos desafios do agronegócio.

Os desafios do agronegócio hoje

Se o agronegócio alimenta e continuará a alimentar o mundo, o desafio pode ser resumido em fazer mais e melhor com menos recursos. Em outros termos, é preciso ser mais produtivo e mais eficiente.

trabalhor rural cultivando

O desafio humano

Em uma primeira frente, tem-se a questão da mão de obra. Em 1991, 27% dos trabalhadores brasileiros estavam no campo; hoje, são apenas 10%. Olhando para o mundo como um todo, vê-se um cenário similar, guardadas as proporções: 41% da força produtiva trabalhava nas fazendas em 1991; atualmente, apenas 26%.

O desafio é alimentar uma massa urbana cada vez maior com cada vez menos pessoas trabalhando para isso. Não tem escapatória: esse movimento só é possível por meio da tecnologia, capaz de mecanizar processos e atividades hoje feitas pelos trabalhadores. Paralelo a isso, o campo criará novas vagas de emprego, mais especializadas e atrativas.

Ainda é preciso destacar aqui a burocracia para as exportações e importações. Apesar de isso ter melhorado com os anos, algumas exigências dificultam o processo, tornando-o moroso. No entanto, vale lembrar que algumas dessas medidas adotadas visa a redução de riscos biológicos, evitando assim que algumas pragas e doenças sejam transferidas de uma nação para outra.

O desafio hídrico

Quando se fala da questão hídrica, há um cenário no qual é impossível eleger heróis e vilões. Por um lado, a agricultura irrigada responde por 40% da produção mundial, mesmo ocupando apenas 20% das terras plantáveis — ou seja, é altamente produtiva.

Por outro lado, 52% de toda a água consumida no Brasil é utilizada na irrigação, o que inevitavelmente coloca o agro em rota de colisão com outros setores que devem aumentar sua demanda por água limpa, como o próprio abastecimento da população. A grande preocupação do setor deve estar na utilização correta dos recursos a fim de evitar a chamada crise hídrica.

E como o agro pode contribuir para superar o desafio? Hoje, já existem alternativas, como a construção de açudes e lagos artificiais, que permitem o armazenamento e reutilização da água da chuva, por exemplo. Outra forma de contornar a situação é por meio de técnicas como gotejamento, diferente da irrigação de fluxo constante, o que ajuda a economizar água.

O desafio ambiental

A questão ambiental — os gases do efeito estufa, o aquecimento global, o desmatamento, as queimadas etc. — nunca teve tanto destaque no debate público, e isso deve se intensificar ao longo das próximas décadas.

Se consideradas apenas as emissões de gases do efeito estufa, tem-se um cenário, hoje, em que uma parte da emissão desses gases vem da pecuária, assoreamento de rios, queimadas e outros. A indústria e a produção de energia também são grandes responsáveis pela poluição. Sendo assim, a tolerância da sociedade civil deve diminuir, e a dureza das legislações deve aumentar.

Em uma economia globalizada, o jogo de pressões também é mundial. Portanto, diminuir a poluição e desmatar menos pode se tornar um fator de vantagem competitiva para alguns países, ao passo que fecha portas no comércio internacional para outros.

Sem contar que o agronegócio encara o desafio da finitude das terras agrícolas. Com o aumento das populações urbanas e da demanda por alimentos, o agronegócio precisa perseguir o aumento na produtividade, e não contar com a expansão das terras.

Ao mesmo tempo, deve ser uma preocupação o desgaste da terra dada a plantio de determinadas culturas. É preciso lembrar da recuperação de nutrientes para que a cultura seja replantada ou outra possa crescer. O solo precisa ser tratado adequadamente e com os produtos certos para que o manejo seja mais satisfatório para o produtor e permita a manutenção da qualidade dos insumos produzidos.

O papel da tecnologia no agronegócio

Falar nos desafios do agronegócio e na ideia de fazer cada vez mais com cada vez menos recursos disponíveis leva sempre ao mesmo lugar: aumentar a produtividade. No entanto, isso só é possível por meio do investimento em tecnologias. Estas que, por sua vez, estão no centro do debate sobre a transformação digital na indústria e nos serviços são as mesmas que podem e devem ser levadas para o campo.

Mecanização e maquinário

Ainda que o conceito moderno de maquinário agrícola tenha surgido junto à Revolução Industrial do século 18, falar em mecanização do campo é, literalmente, tão antigo quanto à invenção da roda — os primeiros registros de utilização da roda no campo datam de 3000 a.C.

Por volta da metade dos anos 1800, a máquina a vapor já era realidade nas lavouras europeias. No começo do século seguinte, o motor à combustão possibilitou a criação do trator moderno. Eles foram precursores e ofereceram conhecimento para que depois fossem criados colheitadeiras, semeadeiras, pulverizadores, adubadoras entre outros, os quais foram aperfeiçoados ao longo das décadas seguintes.

A evolução constante da tecnologia do campo permite ao agricultor ou pecuarista ser cada vez mais produtivo e preciso, com menos desperdício de insumos e perdas de qualquer tipo. O investimento em maquinário de ponta é sinônimo de economia no longo prazo e de certeza que está se adaptando aos desafios do futuro.

trator areando a terra

Plantio inteligente

Para o agricultor, isso pode — e deve — começar já no plantio. A junção entre a Internet das Coisas (ou seja, a ideia de que qualquer máquina, sistema ou objeto pode ser melhor se conectado à internet) com o GPS possibilita, hoje, sistemas como a Solução de Plantio Inteligente Bosch, que transforma a semeadeira comum em uma inteligente.

Um plantio inteligente significa que o processo convencional, no qual o operador delimita a distância entre os grãos plantados, é trocado por um outro, automatizado. No novo processo, o próprio software, munido de informações sobre o tipo de cultura e através de um mapa de prescrição, calcula a distância exata para que as sementes não briguem por recurso e não haja desperdício de solo, gerando até 20% de economia em insumo.

trator areando a terra

Pulverização inteligente

Outro processo da agricultura que pode se valer da tecnologia para ser mais inteligente é a aplicação dos herbicidas sobre as ervas daninhas. A aplicação demasiada causa impactos ambientais e risco alimentar, enquanto, por outro lado, a desatenção pode ser fatal para a produtividade da terra.

A Solução de Pulverização Inteligente Bosch, por exemplo, permite que a pulverização seja feita pela combinação de inteligência artificial e câmeras, que conseguem diferenciar a cultura das ervas daninhas em milissegundos e realizar a aplicação dos herbicidas somente onde é necessário e nada a mais.

boi com identificação

Pecuária de precisão

Outra frente na qual a tecnologia tem muito a oferecer é a pecuária. O Brasil produz 20% menos carne que os EUA, mesmo com um rebanho que é mais de duas vezes maior.

Com um sistema moderno de monitoramento do rebanho, é possível acompanhar o peso do animal não somente duas vezes ao ano ou por amostragem, mas de cada boi individualmente e diariamente.

A Plataforma de Pecuária de Precisão Bosch oferece ao pecuarista soluções como essa, por meio da instalação de plataformas digitais (fixas ou móveis, conforme a necessidade do criador) somadas a brincos eletrônicos individuais nos animais, que se comunicam com o sistema central.

A importância da agricultura como área prioritária para a Bosch

A Bosch compartilha do otimismo da FAO (Food and Agriculture Organization) em relação às perspectivas para a agropecuária da América Latina, em particular a do Brasil. Além de a região oferecer boas condições climáticas e técnicas para impulsionar o setor, ela também requer tecnologias que incrementem a produtividade e a eficiência no campo.

Além de buscar entender as demandas dos clientes para prover conectividade e tecnologia de ponta que resultem em novas oportunidades de negócios, a empresa tem investido em segmentos diversos para atender o mercado agro.

Entre elas podem se destacar as ferramentas elétricas — com bateria altamente eficiente —, aquecimento de água, câmeras de detecção de incêndio, peças para máquinas agrícolas a diesel, sistemas hidráulicos e eletrônicos.

O Agronegócio é um setor onde a tecnologia de IoT pode trazer muitos benefícios e aumentar a produtividade.

Assim o presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho, define a transformação que a companhia pretende provocar em si mesma.

O futuro do agronegócio no Brasil

Ainda que 2020 seja um ano de incertezas, no médio prazo a perspectiva é ótima para o agronegócio brasileiro. O setor, que já é líder ou vice-líder mundial em uma série de importantes produtos, tem muito espaço para crescimento.

A produtividade brasileira, seja na agricultura (na relação hectare por produção), seja na pecuária (na relação entre o tamanho do rebanho e a quantidade de carne produzida), é baixa se comparada a outros países como EUA, União Europeia e Austrália. Nesse caso, olhar o copo meio cheio, em vez do copo meio vazio, significa que o investimento em tecnologia de ponta aliado aos incentivos corretos apontam para um cenário em que o agro brasileiro pode se posicionar e se estabelecer como o maior do mundo.

O agronegócio trabalha para alimentar e mover o mundo — e essa história tem e continuará a ter protagonismo verde e amarelo.

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